quarta-feira, janeiro 28, 2009


Houve um dia em que a noite venceu a luz do Sol.

Dessa noite feita dia guardo o escuro em que parei aos poucos de viver.


O poço das sensações secou.

Depois da tempestade encontro-me no fundo desse poço.
Tem imensas pedras que me falam, sem nada dizer.


Ouço-as.

Falam em surdina e contam ao longe as histórias do tempo que passou.

Do muito tempo em que me vejo confinado àquele lugar sombrio e frio, habituei-me a conseguir aquecer-me com o pouco calor que por ali paira...


Deixei de ter sede, porque não tinha vontade alguma de beber mais da Vida fosse o que fosse.


Conheço de cor todas aquelas pedras e pedrinhas...São a minha casa, o meu mais profundo Eu, escuras, frias, e duras.





Muito tempo passou desde essa tempestade.

Agora vivo sentado no fundo do poço,

e olhando para cima,

...à espera que a água da vida retorne àquele poço que sempre foi seu,
e o encha de força,
afogando as pedras,
devolvendo-me a sede e elevando-me assim à superfície...onde já o Sol de novo impera.*


1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Porque queremos viver para sempre?

Porque queremos encontrar alguém que mereça o nosso amor, e que saiba, por sua vez, amar-nos como achamos que merecemos.

Enquanto ele [homem] tiver amigos, gente que ele ama e que o ama, ele viverá.
Porque viver é amar.

Dom supremo de Henry Drumond

Alguém há-de conseguir levar água até teu poço, ainda que demore algum tempo(espero que não).

eu vou levar uns baldes água mas daí a encher ...
:)
bjs

12:56 AM  

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