terça-feira, novembro 30, 2010

Fincar.

O sopro, magro e ténue de uma brisa...transforma-se num silvo gelado de uma primeira rajada de tempestade.

Crónico.
A vida encarrega-se de mostrar que está lá para me mostrar que existe...e passeia-se por mim, como se fosse mero expectador de mim mesmo.
Fincou pé, mais uma vez, com uma das pessoas que mais estimo. E deixa-me com a sensação que nada posso...quando de facto, nada posso.

É um constante silvo frio, gélido, que se disfarça de ténue e magra brisa quente...que teima em chegar sempre mais fundo no peito, a fim de o gelar.

Há quem construa...e quem viva sobre o construido.
Há quem se confunda com a Vida...e quem tenha de a ver correr, levando de si o que tem de mais verdadeiro, de forma disfarçadamente...

...natural.

A Vida fincou pé. Fincou-me também.
Mal sabe ela...que só me ancora mais ao solo.

Inquebrável.
Um dia entende que comigo...não adianta guerrilhar.
Estou firme, está ganho à partida.
Só se me arrancar pela raiz!