sexta-feira, junho 05, 2009

Vivência.

Dou comigo sendo um observador exímio do teatro das aparências em que cada um, menos integro que o outro, tende a representar o papel principal.

Observo a necessidade absurda de se liquidar o espaço alheio para se ter o seu próprio espaço.

Como se os espaços fossem disputáveis, como se o número de personalidades no mundo fosse finito...e assim houvesse a selecção natural no aniquilar da ideia alheia, como se a verdade das coisas passasse apenas pela cabeça de alguns.

Pois é.
Ainda me impressiono como tanta gente, que naquela esperteza saloia de se fazer de humilde apanha, como verdadeiros cábulas, os toques, os ritmos e as conversas onde se inserem. Mal se apanham integrados é ver a dança da liderança, como se não houvesse um legado até ali...como se as pessoas fossem os degraus da escada.

A falsa humildade para mim é das coisas que mais me cria repúdio...o calar, agachar, baixar a cabeça na expectativa da brecha para saltar para o espaço do outro, e se sentir maior, por pensar que conquistou mais uns metros no terreno da Vida.

Ser humilde nunca foi o silêncio.
Ser humilde nunca foi andar à trela pela mão de alguém.
Ser humilde nunca será não reconhecer o mérito ao outro.
Ser humilde é ter estofo íntegro de poder ser quem se é em qualquer lado, falando com todos num espaço que é colectivo por igual, a partir de um canto que esse sim...é só nosso*

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Aparências!
vivemos num mundo de aparência, onde nada parece o que é, onde julgamos rapidamente as pessoas só de as ver.
Um mundo onde é dificil realmente conhecer as pessoas, nem as pessoas se dão a conhcer talvez porque nem sabemos em quem confiar.. parece meu amigo, mas será?
Aparências, intrigas, sorrisos falsos, o disse que disse e que vira uns contra os outros.
As pessoas complicam, nós complicamos...

11:43 AM  

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