Dou por mim parado em pleno andamento de uma vida que se faz.
Pareço apenas mais uma pedra da engrenagem fugaz de um tempo que urge e não pára de contar...
Por muitas vezes sinti que era parte prescindível, como se a pele e tudo o que ela reveste fossem apenas e só aquilo que afinal importa, e ainda assim pouco.
De volta aos passos, sinto agora que afinal a extemporânea vontade de descobrir o que sou em mim não é só extemporânea.
É vital.
Olho ao meu redor e pela primeira vez em muito tempo vejo que não sou pequeno..fui apenas levado a pensar da mesma maneira dos que por um ou outro modo me diminuiam.
Sou capaz de fazer tudo o que vejo fazer, e melhor muitas vezes. Acreditar que tal e possível parece-me agora bem mais sensato que toda a minha existência até aqui.
Re-descobri que afinal não tenho outro tamanho, senão aquele que eu acredito ser o meu próprio.
Viver é de dentro para fora. E nunca o inverso.