domingo, abril 26, 2009

Redor.


Puxas de uma cadeira e sentas-te à janela.

Sentes.

Provavelmente nunca aquela estrada te terá contado a mesma história duas vezes seguidas..conta-te uma nova, a cada vez que te sentes, ou sentas.


Eu já descobri onde me sinto,

o que se sente quando ali me sento.

Descobri que à volta o que importa é o que nós podemos sentir naquela hora.


Não adianta querer sentir mais do que aquilo que se pode sentir... é tirar brilho ao que se tem*

quinta-feira, abril 02, 2009

Ser.

Dou por mim parado em pleno andamento de uma vida que se faz.

Pareço apenas mais uma pedra da engrenagem fugaz de um tempo que urge e não pára de contar...

Por muitas vezes sinti que era parte prescindível, como se a pele e tudo o que ela reveste fossem apenas e só aquilo que afinal importa, e ainda assim pouco.
De volta aos passos, sinto agora que afinal a extemporânea vontade de descobrir o que sou em mim não é só extemporânea.
É vital.

Olho ao meu redor e pela primeira vez em muito tempo vejo que não sou pequeno..fui apenas levado a pensar da mesma maneira dos que por um ou outro modo me diminuiam.

Sou capaz de fazer tudo o que vejo fazer, e melhor muitas vezes. Acreditar que tal e possível parece-me agora bem mais sensato que toda a minha existência até aqui.

Re-descobri que afinal não tenho outro tamanho, senão aquele que eu acredito ser o meu próprio.

Viver é de dentro para fora. E nunca o inverso.