sexta-feira, agosto 27, 2010

Caminhar*


Um dia...


..a caminhada recomeçaria.


Sabia. Eu sabia.


A areia que corre apressada pelas paradas solas do sapatos...

...no instante momento em que estanco o medo de Viver, em torno de um Mundo novo.


Areia...que me mostra o caminhar...que afinal, é toda igual, quando de deserto, tão longe e mesmo perto, se faz a Paz de Viver.


Areia, que movediça me ajuda a mexer...senão nem respirava.

Perfeição é saber que nada há de perfeito,

que tudo no Peito se desfaz de dores,

e se protege de...


Porque quem insiste no medo de Viver petrifica às mãos da Areia que pelo vento corre...



e que assim apaga o caminho, e nos faz morrer de pé*




quinta-feira, agosto 26, 2010

Travessia.

Arrepiar...caminho.

Contando que sozinho nunca se está.

Arrepiar...de frio, se no escuro recanto do sentir de instala a escuridão de não viver.

Toda a caminhada se faz num primeiro passo após o pensamento.
Toda a travessia vale a pena, pela plena vontade de atravessar.

De onde se começa por vontade, por onde se passa por necessidade, até...

Até lá, vigilante nocturno...preparando as almofadas no fundo do poço.

Deserto...até*

terça-feira, agosto 24, 2010

Superar*


Sabe-se lá os caminhos que nos enforcam, ou nos superam.


Sabemos lá onde nos encontramos agora...adia, e vê no que dá adiar.


Devemos saber apenas que não andamos perdidos, na multidão.


Superar a dor de nunca saber ao certo que o chão é eterno, é aprender a Viver.


Por vezes o chão falha, vai sempre fugir volta e meia...e tenho de ser ágil para não partir a cara toda quando de repente...ele voltar.
Porque no dia que não voltar, não parto mais a cara...parti.


Afinal a paz de Viver não é saber onde se está...mas saber que não se anda perdido, pelo tanto já vivido, pelo olhar de alguém*




quinta-feira, agosto 12, 2010

Ironia*


Páro no exacto instante antes da rebentação.


Tudo corre rio abaixo, como se a corrente fosse obrigatória...


Rebenta.

Como poderia a corrente ser obrigatória, se temos poder de escolha, o de rumar a nossa Vida?


Não.


Não podemos andar fora do rio...as margens são inamovíveis. são margens..


..mas o leito do rio tem largura que chegue para apesar da corrente, poder albergar a melhor das soluções, dentro da agitação.





Não se evitam danos no casco...mas salva-se além do Navio que respira, a tripulação...que sente, sem a qual nada disto faria sentido*