sexta-feira, outubro 16, 2009

Luz.

Apruma-se o dia presente,
para que o viva contente
e sem limites.

Sou um barco que sem proa
navega à toa
na luz de um rumo.

O fumo que se avista
não tardará a ser a pista
da busca de paz.

Vem um dia que arrepia,
vem depois um bom dia...
mas sempre se desfaz.

Caminho ao sol, porque já não queima.
Caminho no escuro de um dia sem alquimia.
Caminho à chuva fria...

até....

terça-feira, outubro 13, 2009

Vazio.

Corre no peito fugaz a sorte
de quem sem norte
já não mais caminha.

Parou e sentou numa pedra,
segurou-se na queda
e agora respira.

Para quê?
Porque ninguém o vê,
fará sentir aquilo
que tanto se vê mentir.

Fiz-me de passado
e fui ao presente,
todo contente,
viver o que a vida nos dá.

Só descobri
não só que eu não menti,
mas que de mentira é feito
o Mundo onde vivi.

Uma valente merda, estes trastes bípedes que pisam o chão...em vão.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Chuva.

Lentas caem as gotas sobre o peso de si mesmas, na terra árida de longos tempos de seca.

Não precisam de mais do que o seu próprio balanço, e a sua repetida persistência na queda, para conseguirem o seu intento.

Uma gota de nada serve, nem a sede mata.
Muitas gotas podem afogar muita coisa.

Assim paira a sensação estranha de não saber sequer se uma gota não será demais...aprende.

Espero conseguir resistir à melancolia de um céu escuro, de gota após gota sobre o casaco, e só ver esse cenário....do lado de fora*