sexta-feira, julho 24, 2009

Distância.

Um estalar de dedos.
Pára a realidade no mísero instante da vontade.

Por mais que o tempo nos passe, fica sempre o impasse de não saber ao certo quanto tempo falta para que novamente o passo esteja bem marcado com o ritmo e cadência daquilo que nos salta no peito.

Sem dificuldade, assusta estarmos numa sala e apercebermo-nos que sendo nós mesmos, muito básicos e sem qualquer trabalhado, somos instintivamente diferentes que o que nos rodeia, naquele instante que conscientemente guardamos como fotografia na memória.
Mas como é possível que tanto a Vida nos tenha feito, que além de tudo, ainda nos deixe tão...diferentes do mundo?

Não é a simples diferença que me arde na consciência...é a longa distância positiva que a consciência construiu, e que agora não abre mão!

Saber a letra da música ajuda a cantar...
...mas saber por onde vai a música, e ver-se confirmado cada passo expectado, a cada nova fotografia, é um dos maiores suplícios de quem procura a novidade para se manter desperto.

Persiste, memória...a distância um dia começa a encurtar, tem paciência*.