domingo, julho 19, 2009

Girar.

No súbito passo de um ponteiro de relógio, passa mais uma fotografia que guardamos cuidadosamente na retina.

Fica ali mesmo o registo do instante único, que afinal não é mais do que uma simples banalidade.
Afinal até a banalidade é única em alguma coisa...


Dou por mim muitas vezes sentado, e sem esforço me fico como observador, mero expectador de tudo o que me passa pela frente. Incrivelmente, não me toca.

É impressionante a forma como, bastando-nos parar, rapidamente giram em nosso redor como se ali não estivessemos. Como se não fossemos mais do que aquela ocupação de espaço físico.

Fere-me a insensibilidade colectiva. Fere mais ainda a intolerância pela luz da cultura...

Não. Girando desta forma, não sei onde vou aterrar...

...Afinal, o romantismo, a atenção e o cavalheirismo viraram verdadeiras rotundas, que se contornam sem sequer se fazerem notar.
Em suma: Sorte de quem as tem juntas, como eu, que assim pega nas virtudes todas e só é contornado uma vez, de uma vez não é notado.

Brilhante incultura, brilhante falta de saber Ser a que assola o Mundo do Homem.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Bem!!
"romantismo, a atenção e o cavalheirismo " encontrar isso numa pessoa é raro; bem que não me importava de conhecer pessoas assim.

As pessoas não param, giram continuamente, pois se pararem alguns segundos podem aperceber-se do que está sua volta - desagradáveis surpresas- assim não parando nem se apercebem e vivem na ignorância consentida, aparentemente felizes e sem se importarem com nada...
Pessoas até receiam ouvir próprios pensamentos...quanto mais olhar para o lado...

8:28 AM  

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