Céu.

Canto.
Pequeno reduto, pedaço de céu.
Um cais de solidão, não há senão a mata agreste, vista do lado abrigado da muralha.
Por mais que o tempo passe, não há impasse que se revolte por ali.
O reduto é isso mesmo, pequeno...mas único, lugar onde se adormecem as feridas no sossego do descanso.
Voltar a ele pode ser reencontrar o céu, entender os silêncios que se impôem aos gritos, perceber a roda que nos faz girar em torno da Vida.
Não sou mais do que um simples crescer de experiências, encadeadas em contra-relógio.
Que mais poderia eu querer, senão esta penetrante certeza que se me infiltra na alma...de que construí um abrigo...?
Nele não tenho de ser mais palco...nele, sou só eu.
Porque me tenho, antes dele mesmo.


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